Diante das dificuldades da existência corporal, a prece é auxiliadora, porém, nada substitui nossas tarefas e obrigações. Devemos fazer a nossa parte sempre, se quisermos auxílio da providência. Para simplificar a compreensão dessa lição, um simples exemplo do cotidiano é capaz de fazer entender tal máxima do Cristo.
Se estamos passando por problemas de saúde como diabetes e obesidade, mas vale a adoção do hábitos saudáveis do que mil ave-marias. O orgulho em suas mais variadas manifestações acaba por colocar um véu em nossas próprias atitudes e equívocos impedindo-nos de enxergar ou aceitar que somos eternamente vítimas de nossas próprias atitudes.
Se estamos passando por problemas de saúde como diabetes e obesidade, mas vale a adoção do hábitos saudáveis do que mil ave-marias. O orgulho em suas mais variadas manifestações acaba por colocar um véu em nossas próprias atitudes e equívocos impedindo-nos de enxergar ou aceitar que somos eternamente vítimas de nossas próprias atitudes.
Infelizmente, o ser-humano carrega em seu íntimo características infinitas, dentre elas, o comodismo. Devemos entender que há dois tipos de problemas encarados nessa vida. O que não podemos mudar, e o que podemos. Nas situações onde o problema não encontra solução ou reparo, como doença terminal, deficiência física e o fenômeno natural da morte, cabe a cada um de nós a resignação e a submissão perante o planejamento divino para que possamos manter a paz interior. Devemos refletir profundamente para termos a capacidade de distinguir as dores que estão ou não sob nosso controle. Trabalhar o auto conhecimento é uma ferramenta que colabora nessa tarefa.
Há na vida situações que necessitam do nosso auxílio, por isso é ignorância limitar-se ou atentar-se somente a preces e ladainhas. Depois não adianta reclamar da ajuda que ''Deus não enviou''. Deus nos auxilia de forma incessante, mas se nossa parte não for feita, nada haverá de mudar. Como pedir a melhora da saúde física se continuamos afundados nos vícios materiais? A rogativa a Deus é sempre restabelecedora, mas seu efeito é anulado pelo uso do cigarro, do álcool, das drogas, abusos na alimentação, e tantas outras formas de malefícios que arrecadamos para nós mesmos.
Além disso, há ainda os vícios morais e a teimosia de carregar defeitos sem buscar saná-los. O egoismo, a raiva, a inveja, o orgulho, a arrogância, agem de forma psicossomática atingindo em cheio nosso espírito, e tais sentimentos devem ser encarados como doenças, porque eles refletem diretamente no nosso bem estar físico e espiritual. Portanto, devemos nos comprometer a buscar sem descanso nossa reforma íntima antes de pedir auxílio aos céus. Essa lição do grande rabino de Nazaré, nos esclarece e nos auxilia a encarar as complicações da vida sobre uma ótica diferente pois passamos a entender que só depende de nós merecer respostas satisfatórias as nossas preces.
L. Melo e C. Russo
